|
Български
Deutsch
English
Español
Français
Ελληνικά
Polski
Romãnã
Pyccкий
Tagalog
http://www.scn.org/mpfc/indexp.htm
Experimente; nós (sua comunidade) vamos apoiá-lo
 Phil Bartle |
|---|
|
| | Pàgina Web: | http://philbartle.org/ | | Empregador: | aposentado |
| Profissão: | inspecteur de l'air frais (desempregado) | | Outros papéis: | Fundador; Capacitação da Comunidade Collective | | Nacionalidade: | Canadense | | País: | Canadá | | email |
Quick Links
Meu perfill
Sandbox
OER (Recursos Educativos Abertos)
Collective Photos
Featured L4C Participant
Discursos arquivados
Discursos retóricos do Phil
Se o treinador faz as flexões,
o atleta não ficará mais forte.
traduzido por Fátima Gouveia
Meus pensamentos de tempos em tempos sobre o WikiEducator e sua comunidade.
Alternativas para Métodos Tradicionais de Sala de Aula – 13 de novembro de 2009
Será que devemos desenvolver e promover métodos não tradicionais de ensino e aprendizagem no REA (Recursos Educativos Abertos)?
- ◊ Bons professores usam variados métodos de ensino em sala de aula, e criam contextos para vários de modos de aprendizagem para seus alunos. O fato de que eles os usam pode ser um argumento contrário chamando-os de heterodoxos, mas nesta exposição de idéias , heterodoxo significa alternativas para o padrão comum: professor na frente da sala, os alunos sentados em fileiras de frente para o professor, o professor fazendo uma apresentação verbal do conteúdo , os alunos autorizados a fazer perguntas de esclarecimento, após a apresentação.
- ◊ Aqui estão alguns exemplos para ilustrar. A lista não é abrangente, mas pode estimular você a pensar em outros exemplos.
- ◊ Um método de aprendizagem alternativo importante, descrito mais detalhadamente em outros lugares, é o método fonético aural method de aprendizagem de uma língua oral. Sem notas, sem livros, sem memorizar regras gramaticais. Ele funciona bem inclusive para os idiomas que estão escritos.
- ◊ Muitos tipos diferentes de dramatização role playing podem ser usados. Talvez o melhor seja aquele no qual os alunos assumem papéis específicos e são convidados a inventar o seu próprio diálogo. Este pode ser usado para desempenhar uma situação histórica ou evento, um estudo de caso de um tema dentro de uma das várias aulas, um evento futuro possível. Uma dramatização mais complexa de trabalhar, e um pouco mais restritiva em termos de criatividade dos alunos, é onde o diálogo, ou parte dele, é preparado pelo professor. Nesse caso, porém, podem-se usar citações específicas tiradas de um livro texto histórico ou de um texto de estudos de caso. A dramatização pode ser de qualquer tamanho, desde alguns minutos às mais longas. Uma dramatização curta talvez seja melhor. Deve haver tempo para que os participantes e não-participantes comentem e analisem a representação.
- ◊ Jogos de Simulação diferem de (roleplay) dramatização porque os participantes não são vistos fazendo papéis, mas recebem tarefas e objetivos, individualmente e/ou em grupos, que eles tentam cumprir para jogar. Um dos jogos de simulação mais útil é o Starpower (Poder dos Sóis) Starpower, que eu usei no final dos anos sessenta e início dos anos setenta para ensinar sobre os sistemas de classe e de castas, com ênfase no Apartheid. Ele está descrito na seção sobre desigualdade dos meus módulos de sociologia. Quando bem feito um jogo de simulação pode inculcar sentimentos e perspectivas nos participantes, muitas vezes em desacordo uns com os outros, e a enorme energia criada requer muito tempo e orientação para debriefing (reflexão em grupo) em seguida.
- ◊ Fantoches, flanelógrafo e quadro magnético. Fantoches podem ser muito divertidos por causa de sua função de entreter. São muito antigos historicamente e usados em muitas sociedades. É importante no entanto, que os alunos não fiquem simplesmente assistindo passivamente como estamos acostumados a fazer nesta era da televisão. Fazer os fantoches e escrever uma peça para eles é muito mais produtivo. Aqui são semelhantes ao role play indicado acima. Flanelógrafos são como fantoches, porém, mais apropriados quando você precisa de menos ação entre os jogadores. Eles são bons para adereços, e um cartão “boneco” em uma vara pode ser usado por cima deles para acrescentar ação quando necessário. Quadros magnéticos podem ser usados do mesmo modo, porém em geral utilizam figuras fabricadas comercialmente, ao contrário do feltro que se presta mais para a confecção de adereços e personagens em aula. Se você conseguir alguns imãs de geladeira, pode colar sobre eles personagens e adereços de papelão e então ficará menos dependente dos fabricados comercialmente, e os alunos podem fazê-los.
- ◊ Música, dança e grupos de cultura. Em muitas comunidades, ou nas proximidades, podem-se encontrar grupos performáticos locais amadores. Às vezes, eles fazem parte de associações de grupos étnicos. Em alguns lugares, pode ser um grupo de coro. Em outros, pode ser um grupo que encena peças, musica, percussão e canto. Normalmente uma doação é esperada, então sua escola pode necessitar esse valor. Então, enquanto que o valor do entretenimento é alto, eles podem ser tornar professores. Muitos deles estão dispostos a apresentar uma peça ou cantar uma canção, então leve seus alunos para o grupo deles para que façam uma versão simplificada. É aí que reside a aprendizagem. Quanto ao conteúdo, eles podem muitas vezes receber uma tarefa para que levem adiante uma mensagem específica. Se eles tiverem tempo suficiente farão algo bom. Essa mensagem pode estar relacionada ao seu currículo.
- ◊ Apresentar uma peça, concerto ou opereta. Muitas escolas apresentam peças, concertos e operetas, e isso é valioso por si. No entanto, para fazer com que tais atividades se tornem parte do currículo, precisam acrescentar algo. O tópico do entretenimento precisa estar intimamente relacionado ao assunto do curso. Os participantes devem fazer mais do que memorizar falas ou partes de canções para atuar ou cantar em um palco. Qualquer peça pode ser editada, e os alunos podem modificá-la para por exemplo, usar o meio ambiente local como cenário e indivíduos locais como personagens. Lembre-se que “West Side Story” (Amor, Sublime Amor), é uma versão moderna derivada de Shakespeare. Um grande desafio seria criar uma peça que ilustrasse uma parte ou tópico em um curso ou estudo.
- ◊ Vídeos e filmes com um final inesperado. Muito freqüentemente vídeos ou filmes são mostrados em aula sem comentário e sem tempo reservado para que a classe o discuta. Nesta era da televisão, nos tornamos cada vez mais espectadores passivos, não acrescentando nada a apresentação do filme. Ainda assim, vídeos e filmes oferecem um enorme potencial para os métodos participativos de aprendizagem. O mais simples seria uma tarefa, talvez melhor em grupos pequenos de quatro ou cinco, envolvendo a produção de uma resenha de um vídeo ou analisar as diversas maneiras na qual ele se relaciona com o tópico atual de uma aula. Em tarefas mais complexas os alunos receberiam ferramentas de edição, em computadores por exemplo, para reorganizar um vídeo e fazer uma declaração curta, porém relevante relacionada ao tópico corrente
- ◊ Fazer apresentações em PowerPoint. Costumamos achar que apresentações em PowerPoint (ou programas similares) são uma boa maneira de apresentar um tema, com ilustrações, som, cores e opções de animação. Por melhores que sejam, os alunos tornam-se uma audiência passiva. O mais eficaz é pedir aos alunos que preparem uma apresentação em PowerPoint. Você pode até dar-lhes algumas páginas e ilustrações que você já usou quando preparou uma apresentação, porém não dar-lhes tudo. Isso funciona bem com pequenos grupos de trabalho.
- ◊ Construção de um modelo, mapa ou edificação. Quando os alunos constroem um mapa ou um modelo, o produto final não é tão valioso quanto o processo de fazê-lo. Um modelo da Bastilha para ilustrar o quatorze de julho. Um mapa tridimensional de um distrito, provincial ou mesmo um pequeno país, disposto sobre uma mesa, poderia ser um projeto de longo prazo onde são feitas montanhas de papel mache papel mache. Quando os alunos constroem um mapa ou modelo assim, eles se identificam com ele, e isso faz com que seja mais fácil fazê-los ficarem interessados em suas características. O importante aqui não é insistir em uma replica exata; a construção dela é mais educativa do que o produto final.
- ◊ Projetos de classe ou grupo, quando bem feitos, são experiências de aprendizagem muito boas. Quando mal feitos, podem tornar-se desastres. Em nosso módulo alfabetização funcional descrevemos como uma sala de aula é convertida em uma sala de reuniões ou planejamento, os participantes escolhem e concebem um projeto, como coletar os preços de peixes em uma comunidade pesqueira, saem para coletar a informação e retornam para fazer panfletos e, ou anúncios. A alfabetização que aprendem é vista quase como um objetivo secundário. Há uma variedade enorme de projetos em grupo ou de sala de aula que podem ser usados dessa forma. Eles são mais efetivos quando os participantes concebem cada projeto eles mesmos. Muitas das atividades listadas aqui podem ser também adaptadas para pequenos grupos
- ◊ Grupos de trabalho e grupos de atribuição. Uma maneira fácil de quebrar a monotonia de todos sentados em fileiras e ouvindo a mesma apresentação, é dividir os alunos em grupos de trabalho. O meu grupo achou interessante que sua primeira tarefa fosse escolher um animal como seu totem, e isso claro, estimulou discussões sobre o que eram totens. Embora grupos de trabalho possam encorajar cooperação e atitude comunitária, isso não é a característica mais importante aqui. O professor deve ser muito tolerante para com a conversa dos alunos em aula e múltiplas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Quando os alunos têm uma missão, eles a discutem fazendo-a, e esse “fazer” é uma contribuição valiosa para o seu aprendizado. Uma tarefa é a de que criem um questionário ou exame de múltipla escolha. Geralmente eles não sabem qual o objetivo dos testes, e podem sugerir questões tão fáceis que todos consigam acertar, e eu pergunto: o que isso testa? Às vezes é possível, quando apropriado, criar uma pequena competição entre grupos; aquele que terminar primeiro ganha mais, ou menos, alguma coisa. Brinque com isso.
- ◊ Uma de minhas tarefas de pequenos grupos favorita foi a Fita de Möbius mobius strip. Eu trouxe os materiais – tesouras, fita adesiva e longas tiras de papel jornal. Eles foram instruídos a unir as extremidades das tiras com a fita adesiva formando um circulo com uma peculiaridade: as duas extremidades se encontram, porém não com o mesmo lado do papel (frente-verso). Então, eu lhes pedi que cortassem a tira em dois, bem ao meio no sentido do comprimento. Enquanto o faziam eu perguntei o que eles esperavam conseguir e a maioria respondeu duas tiras circulares. Esta foi uma lição no começo da sociologia, onde eu queria demonstrar que nem sempre o senso comum prevalece. O que você vê não é o que recebe. É claro que tendo feito da maneira correta eles conseguiram uma tira mais fina formando um circulo maior.
- ◊ Alunos ensinam um tópico. A maioria dos professores sabe que quando eles têm que ensinar um assunto, eles terminam sabendo muito mais sobre ele do que se não o tivessem que ensinar. Alguns esquecem este fenômeno quando buscam modos de encorajar seus alunos a aprender. Não o ignore. Ele funciona se você der uma pequena tarefa de ensino a um aluno para que a prepare durante a noite ou num fim de semana, e apresente posteriormente em aula. Essa apresentação cria um investimento que o aluno coloca na tarefa. Você pode também pedir a um grupo que prepare uma aula em grupo e posteriormente, escolher um dos membros do grupo para que a apresente. Não confunda isso com pedir a um aluno que fique em pé na frente da sala de aula e leia um texto de um livro. Isso tem pouca serventia. Eles têm que se sentir responsáveis pelo aprendizado dos outros alunos que eles estão ensinando, e o investimento que eles colocam na preparação ajuda nisso.
- ◊ Não caia no erro de pensar que estas alternativas são apropriadas somente para alunos mais jovens. Eu usei todas elas com sucesso em níveis de graduação e pós-graduação.
- ◊ Um bom professor vai criar outras, apropriadas a comunidade, aos alunos e ao tópico. Um bom professor vai trabalhar junto aos alunos para criar mais ainda.
- ◊ Evite o “trabalho inútil”. Em tudo que foi exposto acima, há o risco das tarefas tornarem-se o que chamamos “trabalho inútil”. Cada tarefa deve estar relacionada ao currículo em mãos, e não tornar-se um trabalho duro sem sentido para qualquer aluno. Estas não são alternativas para o trabalho do professor, mas sim mais trabalho.
- ◊ Em tudo que foi exposto acima, é importante que o professor encontre modos de maximizar a participação do estudante na conceituação, planejamento, criação e aplicação de métodos alternativos.
- ◊ Isto ilustra a necessidade de um catalogo ou página na Wikied para que qualquer pessoa contribua com exemplos.
- ◊ Administradores e alguns conselhos escolares, baseados como em geral são em uma cultura corporativa, gostam da padronização e tradicionalismo. Entre outras razões, são mais fáceis para produzir estatísticas. Os métodos listados aqui não estão adaptados para produzir tais estatísticas: notas. Muitos educadores apóiam a idéia de encorajar iniciativas criativas, porém, estão impedidos pela ortodoxia (tradicionalismo) de suas administrações.
- ◊ É necessário um movimento e um fórum para compartilhar essas idéias e a construção de uma força de transformação. A atitude: “Eles disseram que isso nunca poderia ser feito” , era predominante em um momento em áreas de segregação nos Estados Unidos, na África do Sul do Apartheid, na Alemanha Oriental. Agora não há Apartheid na África do Sul, não há Alemanha Oriental, e a segregação não tem tantas leis locais para apoiá-la.
- ◊ “Nós podemos fazê-lo”. Pode ser feito, e isso significa mais do que votar no Obama. Precisamos da vontade coletiva de fazer acontecer, e a Wikieducator é uma boa plataforma, entre muitas, para exortar a mudança. --Phil Bartle 22h53min de 13 de Novembro de 2009 (UTC)
- Veja e colabore com os Recursos Educacionais Abertos do Wikieducator, métodos de treinamento.
earlier rants:
Educação versus Socialização – 2008 November 2
Deve o REA aventurar-se em questões de socialização? Sabemos onde traçar os limites?
- ◊ Ambas, educação e socialização são processos de aprendizagem. Em um momento no passado a diferença entre as duas era muito distintiva, porém com o tempo essa fronteira torna-se embaçada. Mais além, quando mudamos para o enfoque da “jardinagem” na educação (como é preconizado na nossa comunidade), prestaremos mais atenção aos valores ensinados e os tipos de coisas que eram historicamente deixadas para a socialização, do que àquelas incluídas no currículo educacional.
- ◊ A socialização é o processo de aprendizagem para tornar-se humano. É o modo como a sociedade-cultura se perpetua. Era originalmente separado da educação porque era ad hoc, informal, e não planejada (espontânea). Concentrou-se mais em valores e comportamento aceitáveis do que em informação e conhecimento. Nesse momento as escolas começaram a passar mais tempo ensinando habilidades básicas da vida às crianças pequenas, como por exemplo: vestir roupa de chuva; prestar atenção na aula; quando e onde ir ao banheiro; ser bom para com os outros. Conforme o tempo passa, tópicos que antes só apareciam em métodos informais são ensinados como parte do currículo educacional, para alunos cada vez mais velhos.
- ◊ Cursos de habilidades básicas para a vida agora são ensinados para pessoas em situação de desvantagem. Dentre essas pessoas estão incluídos presidiários, indígenas e outras minorias étnicas (que geralmente tem uma representação estatística desproporcional em prisões). Fora habilidades mecânicas, como abrir uma conta bancária, usar um garfo, e escrever um cheque, ensina-se habilidades sociais.
- ◊ Contato visual, por exemplo, pode ser umas delas. Em todos os outros animais, incluindo os primatas, fazer contato visual é um sinal de agressividade, e é evitado para prevenir conflito. Na maioria das culturas e sociedades em todo o mundo, o simbolismo semelhante é ou foi praticado, ou seja, evitar contato visual como um sinal de respeito. Nas sociedades ocidentais, no entanto, o contato visual é visto como um sinal de honestidade e transparência. Não é biologicamente "natural" (instintivo), mas é socializado em nós. Muitos investigadores, policiais, assistentes sociais, professores, vêem o ato de evitar contato visual por parte de pessoas de algumas minorias étnicas como um sinal de desonestidade, quando ele é um sinal de respeito. São culpados pela falta de comunicação etnocêntrica.
- ◊ A socialização é (ou era historicamente) distinta da educação por ser informal, ad hoc e não planejada. É o processo de aprender a ser humano. Desde o nascimento até a morte. Também podemos fazer distinção entre socialização primária e secundária. A primeira começa no nascimento; a outra sempre que o nosso ambiente social muda e precisemos nos ajustar. Os antropólogos, às vezes, utilizam os termos enculturação e aculturação.
- ◊ Hoje, muitas coisas que não são precisamente acadêmicas estão incluídas nos currículos dos alunos nos níveis mais baixos. Algumas delas por razões muito práticas, como por exemplo, quando e onde defecar e urinar (não em sala de aula, por favor). Outras têm a ver com segurança no caminho para a escola e de volta para casa. Vestir-se para a neve ou chuva antes de voltar para casa está incluído.
- ◊ É valida a formação de estilo de vida para os alunos mais velhos? Cada vez aumenta mais, concordemos ou não. Qualquer um que já teve rapazes jovens no fundo da sala de aula - cheios de seus hormônios e desejo de serem machos, com os pés para cima, deitados de costas, braços cruzados sobre o peito - pode muito bem concordar. Mas e sobre outros temas? É a escola um lugar para ensinar valores, crenças e elegância social (ou outra ética)?
- ◊ Se assim for, nós no Wikieducator devemos criar um curso ou tópico em socialização, como a ensiná-lo, para quem a ensiná-lo, o que ensinar em diferentes idades e níveis educacionais? Acho que a resposta seria sim, e para isso precisamos criar uma página de colaboração na qual todos nós possamos contribuir. --Phil Bartle 05h24min de 2 de Novembro de 2009 (UTC)
earlier rants:
Ageismo, Machismo, Racismo – 2009 October 16
Qual é o papel da educação na luta contra o preconceito, intolerância e discriminação? Esta é uma preocupação válida para os REAs (Recursos Educativos Abertos)?
- ◊ Nós somos criaturas biológicas; animais, para ser mais especifico. Isso significa que nossos corpos mudam com o tempo, e nós somos produtos de contribuições genéticas de nossos pais e de seus antecessores. Há três características biológicas que todo mundo tem, e cada uma tem conseqüências sociais – como tratamos uns aos outros – nossa idade, nosso sexo, e nossas características físicas herdadas.
- ◊ Socialmente, temos a tendência de retratar cada uma delas como tendo categorias distintas com fronteiras identificáveis entre si. Biologicamente as características são muito menos distintas. Socialmente poderíamos pensar em somente dois sexos, masculino e feminino. Biologicamente, embora usemos duas palavras, masculino e feminino, há uma série de sexos. Nossa população tem muito mais que dois sexos. Biologicamente nós mudamos muito pouco em relação à idade de dia para dia, no entanto usamos um calendário arbitrário de datas para fazer distinções importantes entre bebês, crianças, adultos e idosos. Socialmente nós pensamos em raças como categorias distintas, e no entanto usamos variáveis que são inconsistentes, contraditórias, faixas sem fronteiras, para criar essas categorias raciais arbitrárias. Biologicamente não existe raça como tal.
- ◊ O importante aqui é que usamos estas variáveis sociais arbitrárias e inconsistentes, idade, sexo e raça, para rotular, pensar e tratar as pessoas de modo diferente e injusto, baseados nessas distinções inválidas.
- ◊ A maioria dos estudos mostra que crianças são capazes de distinguir entre essas variáveis, porém as tomam como dadas e naturais, e não para que se faça juízo de valor baseados nelas. As crianças têm que ser socializadas para se tornarem preconceituosas. Para neutralizar isso nós precisamos usar nossas instituições educacionais para ensinar valores como aceitação, tolerância, flexibilidade e justiça. Estes precisam ser planejados de acordo com as habilidades e conhecimento dos alunos, que estão geralmente relacionados com suas idades.
- ◊ A análise esboçada acima que é uma parte essencial do primeiro e do segundo ano de cursos universitários de ciências sociais. Pode ser muito sofisticado para crianças do ensino primário, mas não para adultos em qualquer nível de estudo e certamente pode ser incluído no currículo de ensino médio e secundário. Uma abordagem mais simples, de aceitação de todos (incluindo a nós mesmos), como valiosos não importando nossa aparência, pode ser mais apropriado em um nível primário. Há uma enorme variedade de abordagens entre esses dois.
- ◊ Aqui não é o lugar para uma prescrição de “pintura-por-números” (passa-tempo onde se pinta espaços em figuras de acordo com cores pré-estabelecidas), porque queremos encorajar os educadores a criar métodos e tópicos novos e apropriados. É importante porém que professores estejam conscientes da arbitrariedade e superficialidade das idéias racistas, sexistas e de discriminação etária, e de que elas não estão baseadas em fatores científicos (incluindo biológicos). (Eu tive um professor de biologia na escola secundária que expressou sua opinião de que Hitler estava certo).
- ◊ Tratar as pessoas de maneira desigual (como por exemplo no acesso a educação, ao emprego, a moradia, a associação de um clube, ao voto), por qualquer razão é lamentável; quando é baseada na intolerância, é criminoso. Todo o nosso sistema educacional, ortodoxo (tradicional) ou não, é uma ferramenta muito importante para prevenir e atenuar isso.
- ◊ Nós precisamos ter uma resposta para aqueles que nos acusam de destruir sua cultura tradicional, onde a discriminação é praticada. Muito mais que isso. A cultura não é estática, e se tentamos preservá-la, nós a conservamos; nós a matamos. Cultura é uma entidade orgânica viva e precisa crescer e mudar para viver. O que nós estamos fazendo então é ajudar a torná-la mais forte ao nos adaptarmos ao ambiente social do mundo em desenvolvimento.
- ◊ Ao desenvolvermos Recursos Educativos Abertos, é nossa responsabilidade incluir este tópico sempre que possível por toda a gama de assuntos. Obviamente deveria ser incluído nos cursos de estudos sociais. Menos obviamente seria incluí-lo em cursos científicos como biologia e zoologia. Derrubar as noções de que há categorias distintas de raça, sexo e de idade é responsabilidade das ciências biológicas. Uma grande variedade de outros assuntos podem ser adicionados ao tópico. Usando a abordagem da “Jardinagem” na educação, onde se leva em conta o “aprendiz” antes do “conteúdo ensinado”, deveríamos nos estimular a considerar as necessidades de sociedades e comunidades quando planejamos e apresentamos recursos educativos. --Phil Bartle 14h27min de 16 de Outubro de 2009 (UTC)
Pensamentos críticos anteriores:
Métodos de Aprendizado não são a mesma coisa que Métodos de Ensino – 2009 October 10
Nós encorajamos métodos de aprendizagem não alternativos e não ortodoxos, e isso afeta em como os apresentamos aos educandos, porém eles são duas coisas diferentes, e nós precisamos ser cuidadosos para não confundir os dois. Em um primeiro momento parece muito óbvio, porém quando estamos criando processos alternativos e não ortodoxos isso pode ser facilmente esquecido.
- ◊ Lembre-se que entre outras formas de aprendizagem, inclusive assistir e ouvir, nós recomendamos “fazer” como o método geralmente mais eficaz de aprendizagem.
- ◊ Quando colocamos uma situação específica para que os alunos desenvolvam papéis em uma sessão de aprendizagem por exemplo, são os alunos que estão envolvidos no “fazer” para aprender. O professor cria o contexto para que isso aconteça. Não há uma única maneira de criá-lo. Quando o professor organiza uma aula de alfabetização no formato de uma reunião de planejamento para decidir sobre um projeto como uma viagem de campo para coletar informações de preços de pescado e volta para fazer placas indicando o preço dos peixes, não é o professor quem está engajado no “fazer” e sim os alunos. O professor cria o contexto para que isso aconteça. Ele pode escolher entre várias maneiras de criá-lo e desenvolver outras novas.
- ◊ No método tradicional comum, o professor faz todo o “fazer”: prepara o conteúdo, prepara os acessórios, faz a apresentação, responde a comentários e perguntas. O professor ao fazer aprende muito sobre o assunto e às vezes se esquece que os alunos não estão “fazendo” (só ouvem e assistem), são menos estimulados e aprendem menos. O professor pode facilmente ficar confuso, até mesmo irritado porque os alunos são tão lentos.
- ◊ O professor precisa primeiro decidir sobre um método de aprendizagem ou criar um, e precisa escolher qual é apropriado tantos para os alunos como para o tópico. Isso vem em primeiro lugar. A escolha ou planejamento da abordagem do professor, os métodos a serem usados vêm em segundo. Eles devem complementar os métodos de aprendizado, não duplicá-los. Para cada método de aprendizagem há muitos modos possíveis de ensinar, alguns ainda não descobertos. Então, não há formula automática.
- ◊ Em outras palavras, planejar uma sessão de aprendizagem obrigatoriamente deve incluir tanto os métodos de aprendizagem como os de ensino. E que sejam planejados para que se complementem. Três elementos distintos. Freqüentemente os professores planejam suas aulas focalizando um ou outro, geralmente como ensiná-lo ao invés de uma abordagem equilibrada e completa que não só inclua ambos mas também os relacione.
- ◊ À medida que desenvolvemos os REAs (Recursos Educacionais Abertos), não devemos simplesmente copiar abordagens cansativas e gastas usadas em sala de aula. Nós precisamos fornecer o melhor, e isso inclui uma chamada para uma análise mais aprofundada das necessidades dos alunos e de tópicos, e uma vontade de ser criativo, inovador e experimental. --Phil Bartle 07h59min de 10 de Outubro de 2009 (UTC)
Pensamentos críticos anteriores:
Older Rant Topics
- Methods of Learning are Not the Same as Methods of Teaching
- Language Learning; a Lesson about Learning
- Functional Literacy → Functional Anything
- Alms, Altruism and Ability
- Agricultural Revolution, Culture and Open Education
- Education and Empowerment
- Are We Making Educational Institutions Obsolete?
Utilitários
Hoje é: 2009 Novembro 22, Domingo
Horário: 06h14min, Zulu (ie. at Greenwich)
Contatos Frequentes
Nosso pequeno bando, e amigos do CE (Capacitação da Comunidade)
Photos
Dicas e Ideias
Dicas e Ideias
Tips and Recommendations
Notas e Comentários
Por favor coloque seus comentários na página de discussão. Clique na página de Discussão acima. --Phil Bartle 09h35min de 19 de Abril de 2009 (UTC)
|